quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O pingüim que aprendeu a voar

Quando alguém tem uma visão mais ampliada das coisas (meio maluca até...), todos dizem que o cara "viajou".
No âmbito do pensamento, o que significa exatamente "viajar"? Talvez seja aquilo que fazem os poetas: contemplar.

Também os filósofos fazem isso: param demoradamente diante de algo, e são capazes de ligar o que estão vendo com as memórias e aprendizados da sua vida inteira.

Isso rende muito: faz com que a nossa inteligência funcione mais e melhor, coloca-nos em estado de alerta para perceber mais coisas e prepara-nos para conseguir enxergar as boas surpresas que a vida nos reserva.

Contemplativos são o poeta e o filósofo (no fundo são quase iguais...).
Pessoas com essa capacidade jamais serão fúteis, superficiais ou estressadas...
Seria estúpido identificar contemplação com pasmaceira, marasmo ou preguiça.
Quem contempla voa, e por isso mesmo é capaz de uma atividade enorme: sabe onde está o ponto importante de cada coisa, e por isso não perde tempo.
Vai mais longe.
É eficaz!

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