Ao lançar um olhar sobre a cultura atual, mais de uma mente lúcida derramou-se em lamentos: vivemos um momento crepuscular. Tudo está triste... tudo se apaga...
Recuso-me a entrar nessa onda: entre outras coisas porque - como disse o escritor alemão Peter Sloterdijk - quem preconiza desgraças e catástrofes assume o papel de carpideira choraminguenta, e ele próprio se inclui entre as múmias e ruínas da cultura agonizante.
Prefiro constatar que tenho uma enorme (gigantesca mesmo) reserva de água em meio ao deserto, e por isso posso (em companhia de outros que também a possuem) CONSTRUIR OÁSIS.
.....
Há algo de mórbido nessa "cultura do crepúsculo". É a vontade de compartilhar a melancolia, uma vez que não se encontram caminhos para sair dela. Ora bolas! O caminho está debaixo do seus (dos nossos) narizes (ou bicos, no caso dos pingüins)! Trata-se simplesmente de aumentar a capacidade de contemplar (o uso mais nobre possível da inteligência) e de amar (com esperança de ser correspondido, é claro, pois do contrário - como disse com incrível audácia S. Tomás de Aquino - seria preciso matar esse amor).
A famosa tristeza das tardes (não só de domingo) tem uma causa pouco notada: é a visão mecanicista do tempo, que ignora os inúmeros outros tempos que existem.
O tempo das pessoas não é o tempo do relógio (tic-tac, calendários, etc), mas um tempo renovável. Sempre que se cresce um pouquinho, sempre que se conhece um pouco mais, sempre que se faz um gesto de amor, algo muito profundo começa de novo em nós.
É um outro tempo que se inaugura. É outra eternidade que começa...
Dá para fazer a experiência todos os dias, e muitas vezes ao dia...
Que o descobre, não envelhece jamais!
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Crepúsculo
Os sumiços do pingüim
"Mais de seis meses sem nenhuma postagem ! É um absurdo !"
Não, não é nehum absurdo! Calma...
Vocês esqueceram que nós, pingüins somos imortais?
Temos todo o tempo do mundo.
E ainda por cima, estaremos todos juntos um dia no Céu...
Além do mais, pingüim esteve fazendo muitas coisas:
1) O pingüim deu aulas, muitas aulas, e se divertiu à beça com seus alunos...
2) O pingüim esteve trabalhando nos seus sites (não sabiam que tinha ?):
www.iterhominis.com
www.simplesdicas.com
www.oifilosofo.com
3) O pingüim estudou e leu muito: aprendeu, cresceu, cansou, descansou... e cansou de novo (maldito calor!).
4) O pingüim tambem sofreu... Mas não faz mal: nesta vida, temos que contar com a dor. Felizmente, quem procura estar com Deus acaba por ver como dela acabam saindo tantos bens...
Que ninguém se preocupe, pois os sumiços do pingüim nunca duram muito tempo. Afinal, o que ele mais deseja é estar com seus amigos: nas horas boas, e nas que parecem más...
segunda-feira, 16 de março de 2009
Não sou famoso: e daí?
Circundando a torre do relógio, na Cidade Universitária da USP, em São Paulo, lê-se em grandes letras na calçada uma frase do antigo Reitor, Miguel Reale: “No universo da cultura o centro está em toda parte”.
Talvez isso signifique, do ponto de vista da fama dos intelectuais, que não há um lugar privilegiado — revista, jornal, página da Internet, cátedra universitária, programa de televisão ou lista de “best-sellers” das livrarias — que possa ser apontado como o “centro” ao redor do qual todas as discussões devam girar.
Pensamento não combina com “vaidade”, mas com “verdade”. E encontrar a verdade é uma experiência pessoal: um acontecimento que se dá na intimidade de cada um, tornando a nossa vida mais saborosa, rica e intensa.
É claro que esse feliz encontro pode alguma vez ter ocorrido graças à influência de alguém, e que este receba por isso aplausos e homenagens: quer seja de um só, ou de uma multidão de beneficiados.
Mas o importante não é o externo, mas o que acontece no coração de cada um.
Só quem não se preocupa com a fama pode desenvolver uma vida intelectual sadia: ensinando e aprendendo — as duas coisas vão sempre juntas — com paixão, com pressa de enxergar melhor, com entusiasmo e leveza.
Vendo assim as coisas, a frase da calçada expressa algo que todos podemos dizer: o centro do universo sou eu! Afinal, a cultura só é uma riqueza quando participo dela, quando a tenho dentro de mim. Sem me preocupar muito com platéias e supostas famas, prefiro uma busca serena, mas tenaz!
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Coragem
Onde está o mundo?
Mas o mundo não é só a Academia: o trabalho intelectual só faz sentido quando serve a sociedade, contribuindo para que as pessoas tenham mais recursos para resolver os seus problemas. Todos os que se dedicam ao estudo têm obrigação de se manter informados sobre quais são as principais demandas sociais, as dificuldades e os problemas que afetam as pessoas em geral. Para isso, não podem ignorar o que está acontecendo à sua volta (e também em outros lugares, países, continentes). Estão obrigados a saber das principais notícias, e por isso devem freqüentar a chamada “mídia”, assistindo TV, lendo jornais e revistas, etc.
O volume do que se veicula por esses meios é proporcional ao tamanho do tema, isto é: gigantesco, pois abarca o ambiente, a história e a vida de todos os homens e mulheres deste planeta. É o mundo da informação, do noticiário de atualidades. MUNDO 2.Acontece, porém, que a mídia não é neutra: está permeada por interesses econômicos, políticos e ideológicos mais ou menos explícitos, que acabam por torná-la um instrumento não muito confiável, e que é preciso saber interpretar nas entrelinhas. Essa leitura crítica pode inclusive revelar que o que está acontecendo na realidade é justamente o contrário do que se diz. Quem queira não ser enganado nem manipulado pelos interesses alheios deve desenvolver um “arsenal mental” de idéias e diretrizes que o capacitem para criticar e discernir o que merece crédito ou não. Isso se faz através de um árduo processo de formação e amadurecimento, onde entram em jogo a leitura de livros-chave, as conversas com verdadeiros mestres e guias, o confronto franco e aberto de posições, a meditação ponderada sobre valores, sobre ética, filosofia, tradição, história, cultura, antropologia, etc. Obriga a explorar outro vasto mundo: o mundo das próprias convicções, das próprias crenças, das razões mais íntimas que explicam as atitudes e posturas que cada um adota perante da vida. Mais leituras, mais reflexão, mais atenção e mais buscas. MUNDO 3.
Esses três mundos estão interpenetrados e sobrepostos, e além disso devem encarnar-se na vida concreta da pessoa (lembremos: do pobre estudioso ou aspirante a intelectual mencionado no começo dessas linhas). É a vida cotidiana, feita de simplicidade e de tantas coisas prosaicas, mas feita também de atitudes vitais — nada teóricas nem teatrais — que mostram a verdadeira face do sujeito. É no dia-a-dia que se travam as batalhas que vão deixando as cicatrizes que marcam a própria fisionomia. É na vulgaridade da convivência cotidiana que se formam as virtudes e a personalidade; e também é aí onde se podem vir a cristalizar os defeitos, os vícios, as maldades que corroem a vida. É o mundo da vida prática, das alegrias e tristezas corriqueiras, dos dramas existenciais que não se podem ocultar. O mundo no qual cada um é o que é, independentemente do que opine, ou do que opinem os outros. MUNDO 4.
O pingüim sábio consegue articular todos esses mundos — ele tem a chave —, e por isso mesmo sabe que nesse assunto de mundos há mais, muito mais...
Botando a vida em dia
Richard Saul Wurman afirmou que 90% do que aprendemos, aprendemos em conversas.
(na Veja saiu uma matéria sobre o tema do livro onde ele diz isso).
Afinal, um papo gostoso é bom mesmo.
Sem exageros, o bom é ser um pingüim loquaz!
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Pensantes e falantes
Penso que os intelectuais — falo daqueles que o são de verdade, e não dos muitos charlatães que andam por aí — estão de fato numa certa altura, como num posto avançado de observação, ou numa torre, ou num helicóptero...
O que se exige deles é que enxerguem bem, saibam se comunicar decentemente e não mintam. Além disso, é de se esperar que não sejam alarmistas, nem loquazes demais, nem mal-humorados, pois de problemas irrelevantes todos nós estamos já bastante cheios... Oxalá eles fossem nossos animadores, nossos incentivadores no caminho da vida, e não um estorvo a mais.
Esses pingüins intelectuais...
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Quero escrever algo, mas... DEU BRANCO!

Uma folha de papel em branco. Assim parece a nossa mente às vezes.
Havia tanta coisa lá e, de repente... tudo some: tudo o que havia torna-se irrelevante, aguado, inssosso, banal, desprezível, esquecido.
Quereríamos povoá-la novamente de ricos pensamentos, de projetos, de ideais mais ou menos realizáveis.
Quereríamos que estivesse outra vez fervendo de emoções, de causas nobres pelas quais bater-se, de planos de ação.
Mas não: ela fica parada, inerte, passiva, deprimida, à espera de algo ou de alguém que a anime, que a recreie, que a afague e console.
Uma triste mente de papel em branco, que insiste em nos interpelar.
Talvez o vazio da mente, percebido em certos momentos, deva-se a um vazio de relacionamentos pessoais.
Quando os vínculos que nos unem a outras pessoas são fortes, então...
...pensar nesses seres amados, em como agradá-los, ajudá los...
...ou simplesmente pensar num modo de estar com eles...
...passa a ser um instinto mental, uma constante lembrança, um povoamento perpétuo da mente, que então jamais fica vazia.
O vazio da mente talvez nada mais seja do que o vazio do coração.
Diz o velho aforismo: quem ama, lembra.
Quem ama evoca o objeto de seu amor constantemente, e nessa lembrança encaixa tudo o que vê, diz ou faz.
Um outro ditado afirma que o amor é criativo:
Sabe inventar mil maneiras de insistir na relação amorosa uma e outra vez, por mil caminhos e pretextos.
Sabe colocar aos pés do ser amado, como uma oferenda, um mundo modificado pelos atos de amor que realiza.
O amor convoca, reúne todas as coisas... como quem embrulha o universo inteiro em papel de presente.
E esse convocar é uma tarefa perpétua, que não deixa a mente ociosa.
A desagradável impressão de mente vazia tem além disso um tom saudosista: onde foram parar, por exemplo, aquelas histórias, aquelas narrativas que tanto me impressionaram no passado?
Como uma criança que enjoou de ouvir velhas histórias, e pergunta por novas, assim também a mente sente um certo vazio narrativo, uma carência de literatura que denota ter havido um certo desleixo nesse tipo de leituras.
Quando se trata de nutrir a própria mente com histórias, biografias, romances, novelas e contos, etc., o jejum traz péssimas conseqüências, entre as quais esse marasmo que alguns qualificaram de atrofia narrativa, mas que talvez se possa chamar de anorexia narrativa.
O instinto humano por imitar, por adequar-se ao estilo de algum herói ou modelo, é um insubstituível motor vital, que só funciona à base de exemplos concretos, de cenas imagináveis, de algo que lhe sirva de ponto de referência.
Mas além da paralisia vital que a falta de literatura provoca, existe ainda outra conseqüência nefasta, derivada da primeira, mas peculiar: a paralisia comunicativa.
De fato, boa parte das nossas conversas são narrações, e quem não houve muitas e boas narrações acaba por tornar-se incompetente para fazer as suas próprias.
A mente vazia de histórias não sabe muito bem como contar os fatos: apela sempre para os mesmos trejeitos, e acaba por tornar-se aborrecida, e encarar a comunicação como uma tarefa tediosa.
E à força de não querer — por não saber — se comunicar, mergulha no vazio despeitado de quem desistiu.
Todos vocês, pingüins: venham a este blog!
Temos que ler e sobretudo conversar mais!
Viver é uma coisa muito perigosa
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Emocionante salvamento de pingüim
LEIA O TEXTO ANTES DE ASSISTIR AO VÍDEO
NBA - exemplo de um líder. Olhem o grande espírito de solidariedade. Líder não manda, líder encaminha, orienta e fica atento a todo momento, ele vive o sucesso.
A menina, 13 anos, ganhou um prêmio e foi cantar o Star Spangled Banner, hino dos EUA, no jogo da NBA.
Vinte mil pessoas no estádio, ela afinadinha. Aí o braço tremeu, ela engasgou, esqueceu a letra... DEU BRANCO!!!
Treze anos. Sozinha, ali no meio... O PÚBLICO ESTUPEFATO ameaça uma VAIA.
De repente, Mo Cheeks, técnico dos Portland Trail Blazers, aparece ao seu lado e começa a cantar, incentivando-a, e trazendo o público junto.
Bonita CENA e - o que é mais incrível - ... só o técnico tomou a iniciativa de ir até lá para ajudar, enquanto os demais à volta dela só observavam estupefatos...
Mostra como uma atitude de LIDERANÇA e SOLIDARIEDADE, NA HORA CERTA, pode fazer uma grande diferença, para ajudarmos um ser humano e mudar a história do JOGO da vida.
Será que isso já não aconteceu em nossas vidas? E a nossa atitude foi a do técnico Mo Cheeks ou da de todos que estavam ao redor, comum e de descaso?
*TEM GENTE QUE ESTÁ NO MUNDO PARA AJUDAR... OUTROS PARA VAIAR.
*PENSE NISSO. AGORA VEJA O FILME...
Se tivermos pessoas com essa atitude não estaremos sós. Uma mão amiga na hora certa é tudo.
Aqui termina o texto do meu amigo.
Isso me faz pensar... do que cada um de nós pingüins é capaz...
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Voltei de taxi
Tinha prometido filosofar sobre nabos e taxis, seguindo a sugestão de Chesterton (ver post ).
Agora chegou a vez do taxi.
Para quem não sabe, a palavra vem do nome de uma antiga família européia, que no século XVIII começou um negócio de transporte rápido de pessoas, como já fazia, desde o século XV com mensagens de correio e pequenas cargas. São os “von Taxi”, ou “von Taxis”, ou “von Thurn und Taxis”.
Essa afirmação contrasta com etimologias muito difundidas, que afirmam ser a palavra derivada de “taxa” (no sentido de tarifa).
Para demonstar inequivocamente a origem “familiar” da palavra, seria preciso fazer um estudo minucioso das referências literárias ao termo (em várias línguas), ao longo dos séculos XVIII e XIX. Isso não é lá muito fácil de fazer sem ter uma boa bolsa de pesquisa e uns dois anos de tempo disponível. O máximo que posso fazer é citar algumas páginas da Internet que apontam para essa interpretação. Eis a minha lista:
Em espanhol
Em inglês
Outro em inglês
Em português
Artigo da Britannica, em inglês
O primeiro desses artigos contém uma interessante reflexão filosófica sobre o taxi, à qual remeto, e com isso considero cumprida a minha promessa (he, he, he...) e parto para novos assuntos daqui para frente.
E o pingüim... záz!
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Feliz Ano Novo !
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
25 de dezembro
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Sempre algo interessante a dizer
“No mucho, pero algo. Lo dijo de manera clásica un Vicecanciller de la Universidad de Oxford a principios de siglo, la belle époque, en su discurso de recepción de los nuevos estudiantes, los freshmen. Aquel Vicecanciller se llamaba, por más señas, Smith. Prevenía a sus alumnos diciéndoles: ‘Miren ustedes’... no creo que el Vicecanciller Smith les hablara así. Se ceñiría más bien a los hechos escuetos. Los hechos escuetos eran que durante sus estudios — eso era lo que les decía — aquellos estudiantes no iban a aprender gran cosa. Y desde luego nada que fuera a tener aplicación para su futura vida profesional. Hacía una excepción. Era generoso. La excepción se refería a aquellos que fueran a quedarse enseñando en la Universidad o en colegios humanísticos: aprenderían algo que les iba a servir. Éstos sí. Pero ¿los otros? ¿Qué iban a aprender para la vida? Nada. Apenas nada. ‘Apenas’, porque en el fondo lo único que iban a aprender, les decía, era sólo esto: que cuando los demás, la gente — en cualquier circunstancia de la vida (política o como fuera) — se pusieran a hablar, ellos habrían aprendido por lo menos a discernir si aquellas personas tenían algo que decir o no tenían nada que decir. Y concluía modestamente: después de todo, es lo más importante que se puede aprender en la vida, o para la vida”.
Amanhã às 9:00, horário do Brasil (12:00 em Roma), ele vai falar na televisão, e dar uma bênção de Natal. E ele é um dos que sempre tem algo interessante a dizer. Vale a pena ouvir.
Além de ter uma inteligência preclara e um coração de ouro, reza muito: e tal como o seu predecessor — o querido e saudoso São João Paulo II, o Grande —, também consegue de Deus muitos benefícios para nós nesse mundo louco. Ele também é um Pingüim da Paz !
( Tirei o trecho acima de um belíssimo discurso universitário: La Universidad ante lo nuevo )
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Algumas variedades de nabo
Si non è vero, bene trovato
Transcrevo abaixo — traduzido do romeno para o português — o índice do Tratado sobre o nabo, de autoria do Dr. Nabucodonosor Naboch Nababescu, da Universidade de Bucarest.
O Tratado está dedicado à memória de Jorge Luis Borges.
NABABESCU, N.N. Tratat asupra nap, Editura Universităţii din Bucuresti, 2007. 7 vol.
ÍNDICE
VOLUME I – INTRODUÇÃO GERAL – ASPECTOS HISTÓRICOS
Introdução geral: o nabo como tema monográfico
.......Objetivos e escopo deste Tratado
.......Critérios de demarcação e de exclusão de temas impertinentes
Fontes de conhecimento sobre o nabo aqui utilizadas e sua avaliação crítica
.......Tratados científicos, monografias e obras de divulgação
.......Artigos técnicos e científicos especializados
.......Obras de literatura, humanidades e Ciências Sociais
.......Publicações de órgãos governamentais, organismos internacionais e ONG’s
.......Material veiculado na imprensa e nos meios de comunicação de massa
.......Arquivos históricos e bases de dados
.......Entrevistas da equipe do autor e pesquisas por ele diretamente supervisionadas
Panorâmica global: o nabo em nosso mundo
.......As diversas espécies de nabo e sua distribuição pelo planeta
.......O nabo na Antigüidade
.......O nabo na Ásia e na Europa
.......O nabo nos diversos pontos da África
.......O nabo nas Américas
.......O nabo na Oceania
.......Regiões onde o nabo ainda é desconhecido
Hipóteses sobre a origem evolutiva do nabo e das espécies emparentadas
Cronologia histórica das referências ao nabo às pesquisas sobre o tema
VOLUME II – O USO DO NABO
O nabo na alimentação humana
.......O nabo presente no cardápio
..............O nabo como alimento principal
..............O nabo como complemento alimentar habitual
..............O nabo como complemento alimentar esporádico
..............O nabo como iguaria em cardápios refinados
..............O nabo como tempero
..............O nabo como ingrediente em molhos
..............O nabo como ingrediente em outras receitas
.......Formas de preparo do nabo
..............Receitas simples
..............Receitas e métodos sofisticados
.......Valor nutricional do nabo para os seres humanos
.......Toxicologia do nabo em seres humanos
.......Propriedades metabólicas do nabo em seres humanos
.......Efeitos dietéticos do nabo em seres humanos
..............Dietas balanceadas
..............Dietas com excessiva quantidade de nabo
..............Dietas com quantidade reduzida ou ausência completa de nabo
..............Variação dos efeitos segundo cada uma das espécies de nabo
O nabo na alimentação animal: alguns casos
.......Formas de administração das rações
.......Valor nutricional do nabo para as espécies animais estudadas
.......Toxicologia do nabo nas espécies animais estudadas
.......Propriedades metabólicas do nabo nas espécies animais estudadas
.......Efeitos dietéticos do nabo nas espécies animais estudadas
..............Dietas balanceadas
..............Dietas com excessiva quantidade de nabo
..............Dietas com quantidade reduzida ou ausência completa de nabo
..............Variação dos efeitos segundo cada uma das espécies de nabo
O uso do nabo para finalidades não-alimentícias
.......Uso medicinal e cosmético
.......Higiene e combate a pragas
.......Artesanato e decoração
.......Biocombustíveis
.......Óleos e fibras para uso industrial
Formas de conservação do nabo in natura ou de produtos à base de nabo
.......Conservação em ambiente doméstico
.......Conservação em pequenos estoques para consumo
.......Conservação em grandes estoques para consumo
.......Conservação em pequenos estoques para comercialização
.......Conservação em grandes estoques para transporte, comercialização e distribuição
Contaminação e cuidados especiais: nabo in natura ou produtos derivados
VOLUME III – O CULTIVO DO NABO
Técnicas básicas
.......Semeadura
.......Mudas
.......Irrigação
.......Cuidados e proteção contra pragas, animais e ervas daninhas
.......Adubação natural e artificial
.......Colheita
Idiossincrasias regionalistas no cultivo do nabo em pequenas propriedades
.......Europa
.......Ásia Central
.......Sudeste Asiático
.......Oriente Médio
.......África Sub-Sahariana
.......Egito e África do norte
.......América do Norte
.......México e América Central
.......América do Sul
.......Austrália e Nova Zelândia
.......Madagascar e Oceania
Patologias do nabo e agressores externos
.......Vírus
.......Bactérias
.......Fungos
.......Parasitas vegetais
.......Parasitas animais
.......Predadores de pequeno porte
.......Concorrentes
.......Riscos climatológicos
.......Agressores animais eventuais
Cultivo combinado do nabo com outras culturas: pequenos e médios cultivos
.......Pequenos cultivos
.......Cultivos de porte médio
Grandes cultivos de nabo
.......Características da monocultura do nabo
..............Características técnicas
..............Impacto ambiental
..............O nabo transgênico
.......Cultivo combinado
.......Histórico do desenvolvimento dos principais projetos de grande porte do cultivo do nabo
O nabo em estufas
O nabo orgânico
O nabo hidropônico
Testes com embriões em gravidade zero
Logística e apoio ao cultivo do nabo
.......Desenvolvimento de maqunaria
.......Serviços meteorológicos
.......Fornecedores de sementes
.......Centros de pesquisa e desenvolvimento de variedades
.......Apoio no combate ás pragas
.......Escoamento, distribuição e acesso a mercados
VOLUME IV – O NABO EM DETALHE
A morfologia do nabo
.......Anatomia macroscópica
.......Descrição esquemática dos órgãos, tecidos e aparelhos
.......Anatomia microscópica
A fisiologia do nabo
.......O ciclo da vida do nabo
..............Embriogênese e crescimento
..............Nutrição
..............Reprodução
..............Senilidade e envelhecimento
..............Morte dos diversos tecidos
..............Morte da planta
..............Necrose dos diversos tecidos
.......A dinâmica da vida do nabo
..............Velocidade dos ciclos bioquímicos
..............Sensibilidade às influências do meio ambiente
..............A farmacodinâmica do nabo
As fibras e substâncias do nabo
.......As fibras do nabo
..............Testes físicos
..............Aplicações industriais
..............Implementadas
..............Possibilidades futuras
.......As substâncias do nabo
..............Enzimas
..............Proteínas
..............Resinas
..............Ácidos
..............Ésteres
..............Álcoois
..............Aplicações industriais
..............Implementadas
..............Possibilidades futuras
..............Aplicações cosméticas e farmacêuticas
..............Implementadas
..............Possibilidades futuras
..............Possíveis aplicações de uso militar
Visão geral das questões ainda em aberto sobre as possibilidades de uso do nabo
Limitações da ciência para a solução das questões levantadas
VOLUME V – O NABO, A ECONOMIA E A SOCIEDADE
O valor econômico do nabo e das atividades conexas
.......Cultivo
.......Distribuição
.......Comercialização
.......Propaganda
.......Fornecedores
.......Atividades de apoio
.......Concursos internacionais, promoção e turismo
.......Literatura, cinema e merchandising
.......Pesquisa
.......Tratamento de efluentes
.......Atividades de controle e fiscalização
.......Atividades de correção de impactos ambientais
Organização social das comunidades economicamente dependentes do nabo
.......Famílias
.......Pequenas comunidades
.......Países
A presença do nabo no ordenamento jurídico
.......Legislação civil, penal e societária
.......Regulamentação econômica
.......Tratados de comércio
.......Barreiras alfandegárias e políticas aduaneiras
.......Elenco de casos famosos envolvendo o nabo
APÊNDICE I - Distribuição da produção mundial de nabo e de produtos derivados
APÊNDICE II - Principais empresas envolvidas com o nabo, por país e por setor
VOLUME VI – O NABO E A CULTURA
Etimologia e filologia da palavra “nabo”
.......Importância da análise separada por idioma
.......Análise etimológico-filológica da palavra “nabo” em alguns dos principais idiomas
..............Sânscrito
..............Grego
..............Latim
..............Romeno
..............Espanhol
..............Português
..............Francês
..............Italiano
..............Catalão
..............Inglês
..............Alemâo
..............Chinês (Mandarim)
..............Árabe
..............Urdu
..............Hindi
..............Russo
..............Polonês
..............Húngaro
..............Sueco
..............Finlandês
..............Norueguês
..............Leto
..............Tcheco
..............Eslovaco
..............Persa
..............Hebreu
..............Iídiche
..............Basco
..............Swahili
..............Banto
..............Zulu
..............Maori
..............Copta
..............Malaio
..............Vietnamita
..............Coreano
..............Indonésio
..............Quéchua
..............Guarani
..............Armênio
.......APÊNDICE I – Métodos computacionais utilizados nos levantamentos do uso da palavra
O nabo nas artes plásticas
.......Histórico da aparição do nabo na pintura, escultura, cerâmica, arquitetura, etc.
.......Elenco de grandes obras de arte onde aparece o nabo
O nabo na literatura
.......Europa
.......Outras regiões
O nabo nas outras artes
.......O nabo na culinária de alto padrão
..............O circuito gastronômico e sua iteração com o cinema contemporâneo
..............Grandes restaurantes do circuito internacional que servem pratos com nabo
.......O nabo no teatro, cinema, rádio, televisão
VOLUME VII - O NABO E O HOMEM – PERSPECTIVAS - BIBLIOGRAFIA
O nabo e sua influência sobre o Homem: balanço final
.......O valor como nutriente
.......O valor como fármaco e cosmético
.......O valor como meio de subsistência econômica para as comunidades produtoras
.......O valor como hobby e entretenimento
.......O valor como tema de pesquisa interessante e desafiante
.......O valor como matéria-prima para uso industrial e energético limpo e não-poluente
Perspectivas futuras quanto aos estudos sobre o nabo
.......Fatores que ainda fazem o tema do nabo parecer irrelevante perante a opinião pública
.......Tendências recentes favoráveis à temática sobre o nabo
..............O nabo na literatura depois do conto russo “O nabo gigante”
..............O nabo no folclore após o início do uso chulo dessa palavra no Brasil
..............O nabo na cosmética depois das pesquisas do período 1990-1995 na Bélgica
..............O nabo na culinária de alto padrão após o “boom” do final do século XX.
Estado atual das pesquisas e da disponibilidade de verbas
Perfil biográfico de algumas personalidades importantes ligadas ao nabo
Bibliografia
.......Monografias
.......Artigos especializados
.......Artigos de divulgação
.......Teses
.......Filmes e documentários
.......Links da Internet
.......Entrevistas realizadas pelo autor
.......Pesquisas realizadas pelo autor para este Tratado
.......Relatórios oficiais governamentais e de organismos internacionais
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Desabafo
O nabo e a Filosofia
Para completar a horta à que muito bem se pode comparar o nosso dia-a-dia, o imaginário nacional menciona também o NABO, que vem à baila quando se trata de descrever alguma pena, bronca ou infortúnio de que fomos vítimas. A menção ao dito vegetal não alude apenas à conhecida perversão sexual do coito anal, mas também à cruel sevícia do empaludamento, que vitimou tantos infelizes, não apenas na Antiguidade — assim foram martirizados muitos dos primeiros cristãos —, mas também em épocas bem posteriores, como nos tempos do conde Drakul, que assim costumava liquidar os seus inimigos.
O nabo entra assim — pela porta da frente (não pelos fundos) — como um tema que se presta a grandes disquisições histórico-literário-filosóficas, pois não é um simples vegetal banal, e sim um tema humano, como tantos outros.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Um mundo preso com arame
Parafraseando Gilbert
Pense por exemplo o que aconteceria se pedíssemos a uma pessoa medianamente inteligente que explicasse por que prefere a civilização à selvageria. Ela provavelmente iria gaguejar e diria: "bem, é porque temos camas, água encanada, polícia, luz elétrica, sei lá...".
Chesterton acrescentava que era assim que ele se sentia quando lhe perguntavam por que ele defendia o cristianismo. Eu, por minha vez, sinto-me assim sempre que me perguntam por que gosto tanto de Filosofia. O valente Gilbert, no entanto, não se furtou à tarefa de explicar, e de fato escreveu muito sobre o tema. Em vez de gaguejar, o que dizia era que o assunto era tão fácil que tanto lhe dava começar por um nabo ou por um táxi.
Achei divertido desafio, e vou tentar isso ao pé da letra nos próximos posts.
Não percam a apresentação de Chesterton feita por Dale Alquist
Nem deixem de ler o livro mencionado
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
TUDO
A narração de todos os fatos e de tudo o que os homens já disseram paira no ar: é um ensurdecedor estrondo de histórias, de mentiras e de grandes verdades. Junto aos livros, às lendas e às fofocas de família, vibram os sons dos deuses, os sons dos animais, dos vírus e dos vulcões, e os da Terra inteira abandonada pela Voyager. Quem singra o espaço vazio? E rumo ao quê? Nem mesmo as coisas são mudas: as vitrolas e os filmes continuam girando, propagando ecos de seus pais. Quem é você? E quem sou eu, para falar de tudo? Quem somos nós? Na imensa narração da realidade, o legado do passado fala mais alto que o presente, mas o presente é o único que nos importa, não é mesmo? Viver é participar do debate. Todas as biografias estão sendo escritas nesse exato momento: a sua e a minha, e a dos que viveram no passado também, pois a influência destes últimos ainda não se exerceu totalmente. Quantas bugigangas você acha que podem caber na sua mente? (Não se esqueça de que nisso os computadores ajudam!) Imensa grandeza do homem, que é a medida de todas as coisas, um gigante que tem o mundo a seus pés!... e tem também mau cheiro, preguiça e dores de dente, de vez em quando.
O discurso é infinito... Mas chega! Vamos aos fatos: O que nós dois estamos querendo é um índice, estou certo? Errado! Nenhum índice funciona se não se pensa um pouco... Para acumular dados soltos, basta a Internet, ou uma enciclopédia. O mundo real pode se dar ao luxo de ser desconexo e malucão, mas a nossa pobre cabecinha, se não tem ordem, se desarruma toda e pára de funcionar. O grande problema é: qual ordem? Nas bibliotecas está escrito: por ordem de autor, por ordem de título ou por ordem de assunto. Nós funcionamos melhor perguntando a um sábio guru, que nos indique onde está aquilo que nós estamos procurando. Nem sempre, porém, o guru está disponível, ou nós sabemos exatamente o que estamos procurando... (neste caso, disfarçamos, dizendo que estamos só olhando, para ver o que há de novo ou interessante). Talvez essa possa ser uma boa proposta: o interessante. O interessante são as histórias, a História, os protagonistas e os resultados dos acontecimentos. Quanto mais detalhe, melhor. Também interessam os enlaces, o que uma história tem a ver com outras, comigo, com você e com os nossos conhecidos. História, Pessoas, Herança e Novidade. A novidade surge unicamente das pessoas: é um enlace feito por alguém que decide inventar uma atitude nova. As coisas, por si mesmas, só são capazes de novidades combinatórias, aparentes, irrelevantes...
Ao falar de tudo, quero chamar a atenção para a necessidade da pesquisa, da integração das coisas, de você e eu fazermos conexões que façam sentido, e não um sentido qualquer ou banal, mas um sentido novo e interessante. Isso é humanismo, cultura, inteligência, crescimento, alegria. Um sinal de cultura é saber o significado de muitas palavras, sem descartar que cada uma delas, por mais consabida que seja, esconde ainda muitos outros significados, que sempre podemos e devemos querer descobrir. A massa de dados é então personalizada, incorporada e assimilada com um tempero pessoal, um toque de estilo, que só cada um sabe dar.
Crescer é formular um discurso muito nosso, interpretativo, novo, e que ajude os outros a fazer o seu. Isso é o que eu chamo de solidariedade do pensamento. A tarefa de crescer culturalmente é um trabalho em equipe, onde todos somam e todas as contribuições são boas, desejáveis e úteis, por menores que sejam. Você também pode contribuir, crescendo, aprendendo e se divertindo com o próprio crescimento. Como as flores, ou como os tigres jovens, que brincam para treinar as suas habilidades recém-descobertas. Depois, tenha a coragem de falar, de se comunicar: isso sempre ajuda! Ainda mais agora, quando a vida inteligente no nosso planeta é tão rara...
Só a boa vontade basta: o sucesso é garantido. Os erros não contam: são fases necessárias do aprendizado. Os acertos é que contam, e muito: são a glória permanente, que ficará para a posteridade. Quem duvida disso não sabe o que é a História, nem que devemos mais a uma nova receita de maionese do que às guerras, sempre tão desagradáveis, e que no fundo são episódios de importância apenas aparente. Aprender, e depois desfrutar com outros o que aprendeu, é amar: isso ninguém fará por você, nem tão bem como você, se você não fizer.
O único pré-requisito para aprender é saber que o mundo é imenso: cheio de coisas interessantes e sugestivas, que merecem uma cuidadosa atenção, sempre vigilante. Leia, fuce, pesquise, procure respeitar a inesgotável pluralidade das coisas, com calma e despreocupadamente: assim se constrói a boa erudição. Não se preocupe com a memória, mas com o coração, pois quem ama, lembra... Vou tentar aqui fazer algumas listas, mapas, referências, dicas, sugestões e exemplos. A intenção é ajudar você a começar... O que vai acabar saindo é um perfeito retrato da minha própria mente, e do meu discursinho pequeno, que só sobressai, em meio ao imenso ruído cósmico, porque você me achou, leu este texto maluco e ficou perto o suficiente para ouvir este pingüim loquaz. Boa sorte!



















